Jornalismo imparcial

seg, 22/6/09

fazenda11

Não sei se é uma impressão pessoal, mas quando se usa a palavra para definir o seu próprio significado, não é necessário aspas. Exceto o quando o escritor quer adicionar uma pitada de sarcasmo no texto.

Porém, eu não posso deixar de concordar que os habitantes do reality “A Fazenda” são atores/cantores wannabes, que nunca conseguiram chegar no auge da carreira. Via de regra, são pessoas que perderam visibilidade da mídia. O mais “célebre” (também vou usar o recurso do escritor), Dado Dolabella, estava apagado fazia muito tempo depois de sequências de brigas e boatos relacionados a seu namoro.

fazenda21

Essa parte declara o parcialismo do jornalista, claramente puto(a) que o formato do seu programa preferido esteja sendo copiado descaradamente. Usar como referência um programa concorrente é muita preguiça: o BBB foi pioneiro no Brasil no que diz respeito a reality show, tudo bem, mas como o jornalista o descreveu na época? Utilizando referência do concorrente que não foi.

Essas pequenas coisas, pra mim, denunciam preferência pessoal, e no entanto, falta de imparcialidade. Errei? Se você tem outra opinião, pode compartilhar nos comentários. Afinal, jornalista não precisa mais ter diploma (há, não podia deixar essa passar).

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11 Comentários em Jornalismo imparcial

  • rokunin disse:

    essa é a qualidade do “jornalismo”( nao podia deixar passar=srcm) que o governo espera implantar na midia controlada e levada nas coxas, para que a população tambem “aprenda” a escolher um lado………
    essa decisão do stf FOI A PIOR BURRADA DO SÉCULO!!!!! um país que não leva a sério a educação só podia dar nessa pérola…….um país que é governado por um bando de corruptos idiotas!!!!!!!!!!!

  • André disse:

    E quem disse que o jornalismo precisa ser imparcial?

  • Will disse:

    Concordo com o rokunin, essa “foi a pior burrada do século”, embora provavelmente tenha sido um jornalista que faça essas matérias.
    Bem, o jornalismo brasileiro é que está decadente mesmo…

  • Miltão disse:

    No ultimo parágrafo, você não quis dizer “falta de IMparcialidade”? “Falta de parcialidade” muda um pouco o que você quis dizer.

    Em tempo: concordo com o que você QUIS dizer.

  • Jessie disse:

    André, o “jornalismo” pode ser parcial.Agora, o jornalismo feito de verdade é sempre e sem exceções totalmente imparcial.

  • Gabriel disse:

    Eu acho que se o jornalismo ja esta nesse ponto sem essa decisão, imagina quando começarem a aparecer os supostos “jornalistas”.

    Como o amigo ali em cima disse “um país que não leva a sério a educação só podia dar nessa pérola…”

  • Lucas Thomé disse:

    @MIltão: realmente era imparcialidade, me equivoquei! Obrigado pelo toque.

    @André: Exatamente por não ser mais imparcial que o título do texto no LinkLog é “Jornalismo imparcial, já foi o tempo”. A crítica não é pra essa matéria do “A fazenda” em si, e sim pro jornalismo que estou tendo contato.
    Não sou um profissional do jornalismo, e sim um leitor, e é essa mudança que me incomoda: toda matéria vejo agora, o jornalista põe aquela pitada de desgosto pessoal, e isso é chato.

  • daniel disse:

    Nada mais do que um artigo de opinião. Então não vejo problema no fato de o autor do texto expressar sua opinião, com indícios de subjetividade.

  • InSaNo® disse:

    A imparcialidade é um mito. É totalmente impossível ser imparcial, afinal somos sujeitos com toda uma carga de conhecimentos, vivências e preconceitos que nos forma (em alguns casos deforma).
    O mito da imparcialidade foi criado nos EUA no fazer jornalístico, em primeiro lugar, para conseguir vender seus espaços publicitários para qualquer um e não apenas para aquelas empresas que tinham a mesma visão ideológica, em segundo, para conseguir atraír um maior número de leitores, novamente sem que eles fossem da mesma corrente ideológica. A suposta objetividade se expalhou pelo mundo com o capitalismo que cobra resultados, rapidez e acriticidade.
    Novamente, não existe alguém que seja imparcial, mas apenas aqueles que sabem “esconder” melhor sua parcialidade.

  • Pedro Lemos disse:

    Mas o pioneiro dessas porcarias todas não foi aquele A Casa dos Artistas, no SBT? Se eu não me engano ele foi ao ar antes do BBB1… não posso dizer com certeza porque eu não acompanho nenhum desses lixos, aliás, mal vejo televisão…
    Se bem que todos eles de uma forma ou de outra são cópias do BB original, exibido pela Endemol na Holanda, salvo engano… aliás, esse é o resumo da televisão brasileira, ver o que faz sucesso lá fora e copiar a fórmula, fazenda umas mínimas adaptações ao público brasileiro… por isso que minha televisão agora só serve pra jogar videogame…

  • Karol disse:

    Essa coluna do Folha de São Paulo contém textos de opinião, então não é preciso ser imparcial.
    E realmente é impossível um jornalista ser imparcial, mas ele pode tentar mostrar menos sua opinião, a não ser é claro se for necessário.

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